quarta-feira, 28 de agosto de 2013



PROPOSTA DE TRABALHO COM O FILME WALL-E
LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSORA: Maria Aparecida dos Santos
Duração: 3 h/a
SÉRIE: PAV II 2º período

TEMAS: poluição, meio ambiente, linguagem e comunicação

SINOPSE:
Wall-e (2008) é uma animação da Disney e da Pixar, de 97 minutos. Esse filme, cujo roteiro e direção foram feitos por Andrew Stanton, aborda vários aspectos interessantes que podem ser trabalhados em sala de aula, nas diversas séries do Ensino Fundamental e Médio.

O filme se inicia no ano de 2700, tendo como cenário principal o nosso planeta, basicamente desabitado. Ele se apresenta como um grande depósito de lixo, no qual o personagem principal do filme, Wall-e (Waste Allocation Load Lifters - Earth – Levantador de Carga para Alocação de Lixo – Classe 'Terra'), trabalha para compactar e organizar todo esse entulho, sozinho, uma vez que seus companheiros de profissão já se encontram estragados. Assim, ele e sua barata de estimação são os únicos habitantes daquele planeta cinzento.
Wall-e, assim como outros robôs, foram enviados para a Terra pela empresa BNL para executar esse serviço. Enquanto isso, os seres humanos se protegem de toda a toxidez de nosso planeta na estação espacial Axiom. O plano era que ficassem somente por cinco anos ali, esperando a conclusão de tal trabalho para retornarem ao nosso planeta; mas acabam ficando por aproximadamente 700 anos. Para verificar se a Terra já está habitável, a empresa envia robôs para lá, sendo um deles a Eva (Examinadora de Vegetação Alienígena), que se apaixonará pelo personagem principal (e vice-versa).
Percebemos, ao longo do filme, que os seres humanos que estão a bordo da estação espacial estão tão acomodados que são incapazes de se levantar sozinhos, ou de se locomover sem auxílio de aparelhos especiais para tal. Bastante rechonchudos, gastam seu tempo basicamente comendo, fazendo com que os robôs executem seus desejos mais banais. Além disso, vivem envoltos por uma tela que projeta imagens, deixando-os tão passivos que se tornam incapazes de reconhecer e analisar o mundo à sua volta – e também de se relacionar com as outras pessoas. Seus antepassados foram incapazes de lutar pelo planeta, deixando-o para trás, cheio de entulhos, para continuarem suas vidas preguiçosas e contaminadas pela inércia.
Assim, esse filme, extremamente criativo e cativante, ao mesmo tempo em que mostra o romantismo entre os dois referidos robôs, fornece diversos pontos relativos à questão do lixo que podem ser discutidos, mas vai mais além ao mostrar outras facetas do consumismo e facilidades da vida moderna, tais como a alienação, comodismo, preguiça e problemas de saúde. Com certeza é um material muito rico para diversas atividades relacionadas ao ambiente escolar, que podem ser conduzidas pelos mais diferentes educadores, que devem sempre tentar alertar quanto à responsabilidade de cada um, e quanto ao que pode ser feito, buscando ações concretas e coerentes.

Alguns pontos que podem ser trabalhados, sendo ideal um trabalho interdisciplinar:

- A responsabilidade que cada um deveria ter em relação aos resíduos que produz;
- A mania que temos de responsabilizar os outros pelo encaminhamento de nossos resíduos;
- Refletir, a partir do filme, qual a atitude mais coerente: um consumo mais responsável, ou permanecer no mesmo ritmo de consumo, encaminhando o lixo para reciclagem? (Sugestão de leitura adicional: “Três erres” e mais alguns, do Brasil Escola);
- Quão real o filme pode ser em relação ao futuro da Terra e da humanidade;
- Os problemas do sedentarismo;
- Até que ponto as inovações tecnológicas podem ser vantajosas, e a partir de que ponto se torna um malefício;
- O problema da “preguiça de pensar”;
- Como impedir que algo parecido aconteça com o nosso planeta;
- Conceito de desenvolvimento sustentável.

DESENVOLVIMENTO:
-Assistir previamente ao filme e, posteriormente, com os alunos. Observar as reações e, em momentos em que se  fizer muito necessário, interromper a execução para comentar ou esclarecer sobre alguma cena.
-Com turmas de alunos de séries iniciais ou turmas que apresentam maior dificuldade de análise e compreensão, podem-se trabalhar primeiramente imagens e desenhos antes de partir para um trabalho mais elaborado. Para isso basta copiá-las do link referenciado abaixo ou em outro. Os alunos deverão, nesse caso, trabalhar a imagem, colorir e depois, ao chamado do professor apresentar para o resto da classe, explicando de que cena do filme, (de que parte) é a imagem.
-Outro atividade com as imagens do filme consiste em projetá-las através do data show e trabalhar com a turma, questionando, rememorando as cenas reveladas pelos desenhos.
-Ainda se podem imprimir as imagens e solicitar que os alunos numerem ou escrevam sobre a cena ou personagem representado no desenho.
-Aplicar questionário ou resenha, dependendo da necessidade ou habilidade maior para um desses recursos.

                                      QUESTIONÁRIO WALL-E
1)Qual é o assunto, o tema principal do filme?
2)Por que você acha que uma grande produtora como Walt Disney preocupou-se  em fazer um filme com esse tema?
3)Você acha que o filme pode ser considerado infantil ?Por quê?
4)O robozinho Wall-E não é capaz de falar, entretanto ele consegue transmitir alguns sons e aprende a palavra EVA.O que esta palavra representa para ele?
5)Alguns objetos não têm nenhum valor para nós, seres humanos, mas interessantes.Cite alguns desses objetos e uma passagem do filme que comprove isso.
6)Qual era o sentimento de Wall-E com relação aos humanos?
7)No início  Eva era  programada apenas para seguir  um comando de Diretriz. Qual é a diretriz
de Wall-E?
8)Qual é o principal motivo que faz Eva deixar de seguir sua diretriz?
9)Os humanos viviam a bordo de uma nave chamada Axiom; o que houve com a espécie humana a bordo dessa nave?
10)Algo atrapalhava o retorno dos humanos para a Terra.O que era?
11)Wall-E era um robô extremamente solitário no planeta, tendo apenas uma baratinha como amiga.Por que esta baratinha “sobreviveu” a tudo que aconteceu com ela?
12)Wall-E assistia a  um vídeo onde os humanos faziam algo simples, e o sonho  do robozinho era repetir esse ato.Que ato era esse?
13)Muito carismático, Wall-E conseguia transmitir diversas emoções  apenas com seu olhar. Você acha que ele “balançou” os sentimentos de Eva com essas emoções? Justifique .
14)Por que no planeta Terra do filme não havia vida?
15)O que podemos fazer para evitar um futuro como o mostrado no filme?
Observação: Caso se perceba o questionário muito extenso, poder-se-ão ser eliminadas algumas perguntas, no caso, por exemplo, de algum dos assuntos abordados nas questões já terem sido discutidos através da apresentação das imagens.

REFERÊNCIAS:

TRABALHO COM O FILME- ESCRITORES DA LIBERDADE

ATENÇÃO ALUNO!!!

SEGUE AS PERGUNTAS SOBRE O FILME ESCRITORES DA LIBERDADE.

VOCÊ DEVERÁ ESCOLHER 10 PERGUNTAS PARA RESPONDER.

MAS TENTE RESPONDER A TODAS PARA TESTAR A SUA CAPACIDADE DE

 INTERPRETAÇÃO





1. Quais os grupos (tribos) que conviviam em Long Beach?



2. Compare a atitude da chefe de departamento (Sra. Campbell) e da professora Erin em relação aos alunos



3. O que era o Programa de Integração?



4. Qual a diferença entre as classes de Erin e do Prof. Gelford? (espaço físico e alunos)



5. No início, o marido de Erin apoia seu trabalho. Entretanto, isso muda no decorrer da história. Por quê?



6. Qual o objetivo do Jogo da Linha?



7. “Você não pode ir contra seu povo, seu próprio sangue.” O pai de Eva e Paco, namorado dela, sempre disseram essa frase. Relacione-a ao assassinato de um dos alunos, ocorrido quando Eva estava na loja.



8. Que fato desencadeou a discussão sobre gangues?



9. Que pergunta feita por um aluno mostrou que a classe podia ser interessada?



10. Em sua classe, você percebe algum tipo de segregação? Explique.



11. Por que havia apenas um aluno branco na classe?



12. O que Erin ensinou aos alunos em relação a morrer para defender sua gangue?



13. Erin quer dar livros da biblioteca da escola para os alunos, mas é impedida. Por que isso acontece?



14. Gelford mostra preconceito racial. Cite duas situações que comprovam isso.



15. Por que Erin deu cadernos aos alunos?



16. Como foi a Reunião dos Pais da classe 203?



17. Conte duas das histórias escritas pelos alunos em seus cadernos.



18. Como Erin consegue pagar os livros para os alunos?



19. Por que a chefe de departamento tem tanta raiva de Erin? Pense na parte profissional e na pessoal.



20. Qual foi a primeira viagem que Erin ofereceu aos alunos?



21. Conte uma das histórias que os sobreviventes do holocausto narraram aos alunos.



22. Por que Victoria quis sair da classe de Gelford?



Quando foi feito o “Brinde pela Mudança”, um dos alunos, pouco conhecido pelos colegas, contou algo que comoveu todos. Que fato foi esse?



23. O que o marido de Erin insinua quando pergunta se ela consegue ensinar uma aluna notável? Por que ele faz isso?



24. O marido de Erin é realizado profissionalmente? Comente.



25. Em “O diário de Anne Frank”, a narradora cita as primeiras sanções contra os judeus. Enumere duas.



26. Eva fica com ódio do livro. Por quê?



27. Que ideia Marcus sugeriu a Erin a partir da leitura do livro?



28. Como conseguiram levar Miep Gies à escola?



29. Miep Gies visita a escola. Que mensagem deixada por ela você considera mais importante?



30. O que Eva fez no julgamento? Por que ela fez isso?



31. Quando a colega de Eva lhe diz: “Eu tenho a sua cor”, podemos interpretar de duas maneiras, uma real e outra metafórica. Explique ambas.



32. Os alunos assistem a um documentário, “Freedom ride”, que deu origem ao nome do projeto “Freedom writers”. De que se trata esse documentário?



33. O marido de Erin quer que ela faça uma escolha. Qual? O que você acha dessa situação?



34. Por que Erin não poderia dar aula para os alunos no ano seguinte?



35. Como essa situação se resolve?



36. Qual personagem foi mais marcante para você? Justifique. Cite suas características físicas e psicológicas.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SWU - Stone Temple Pilots


SWU - Megadeth


SWU - Faith no More


SWU - Alice Chains


SIMULADO LÍNGUA PORTUGUESA

1. De acordo com o ditado popular "invejoso nunca medrou, nem quem perto dele morou",

a) o invejoso nunca teve medo, nem amedronta seus vizinhos;
b) enquanto o invejoso prospera, seus vizinhos empobrecem;
c) o invejoso não cresce e não permite o crescimento dos vizinhos;
d) o temor atinge o invejoso e também seus vizinhos;
e) o invejoso não provoca medo em seus vizinhos.


2. Leia e responda:

"O destino não é só dramaturgo, é também o seu próprio contra-regra, isto é, designa a entrada dos personagens em cena, dá-lhes as cartas e outros objetos, e executa dentro os sinais correspondentes ao diálogo, uma trovoada, um carro, um tiro."

Assinale a alternativa correta sobre esse fragmento de D. Casmurro, de Machado de Assis:

a) é de caráter narrativo;
b) é de caráter reflexivo;
c) evita-se a linguagem figurada;
d) é de caráter descritivo;
e) não há metalinguagem.

3. "Tão barato que não conseguimos nem contratar uma holandesa de olhos azuis para este anúncio."

No texto, a orientação semântica introduzida pelo termo nem estabelece uma relação de:

a) exclusão;
b) negação;
c) adição;
d) intensidade;
e) alternância.

Texto para a questão 4.

– Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
– Esquece.
– Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Mo
diga. Ensines-lo-me, vamos.
– Depende.
– Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
– Está bem. Está bem. Desculpe. Fale como quiser.

(L. F. Veríssimo, Jornal do Brasil, 30/12/94)

4. O texto tem por finalidade:

a) satirizar a preocupação com o uso e a colocação das formas pronominais átonas;
b) ilustrar ludicamente várias possibilidades de combinação de formas pronominais;
c) esclarecer pelo exemplo certos fatos da concordância de pessoa gramatical;
d) exemplificar a diversidade de tratamentos que é comum na fala corrente.
e) valorizar a criatividade na aplicação das regras de uso das formas pronominais.

5. Bem cuidado como é, o livro apresenta alguns defeitos. Começando com "O livro apresenta alguns defeitos",

o sentido da frase não será alterado se continuar com:

a) desde que bem cuidado;
b) contanto que bem cuidado;
c) à medida que é bem cuidado;
d) tanto que é bem cuidado;
e) ainda que bem cuidado.

Texto para as questões 6 e 7.

"Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos.

De água e luz ele faz seu esplendor, seu grande mistério é a simplicidade. Considerei, por fim, que assim é o amor, oh minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico."

(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas)

6. Nas três "considerações" do texto, o cronista preserva, como elemento comum, a idéia de que a sensação de esplendor:

a) ocorre de maneira súbita, acidental e efêmera;
b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados;
c) decorre da predisposição de quem está apaixonado;
d) projeta-se além dos limites físicos do que a motivou;
e) resulta da imaginação com que alguém vê a si mesmo.

7. Atente para as seguintes afirmações:

I - O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão.
II - O ser que ama sente refletir em si mesmo um atributo do ser amado.
III - O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração.

De acordo com o que o texto permite deduzir, apenas:

a) as afirmações I e III estão corretas;
b) as afirmações I e II estão corretas;
c) as afirmações II e III estão corretas;
d) a afirmação I está correta;
e) a afirmação II está correta.

Texto para as questões 8 e 9.

"Em nossa última conversa, dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo, por ser um "cardisplicente".

– O quê?
– Cardisplicente. Aquele que desdenha do próprio coração.
Entre um copo e outro de cerveja, fui ao dicionário.
– "Cardisplicente" não existe, você inventou – triunfei.
– Mas seu eu inventei, como é que não existe? – espantou-se o meu amigo.
Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros, parentes e bem-amadas. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes."


8. Conforme sugere o texto, "cardisplicente" é:

a) um jogo fonético curioso, mas arbitrário;
b) palavra técnica constante de dicionários especializados;
c) um neologismo desprovido de indícios de significação;
d) uma criação de palavra pelo processo de composição;
e) termo erudito empregado para criar um efeito cômico.

9. "– Mas se eu inventei, como é que não existe?"

Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador, a língua, para ele, era um código aberto:

a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular;
b) a ser enriquecido pela criação de gírias;
c) pronto para incorporar estrangeirismos;
d) que se amplia graças à tradução de termos científicos;
e) a ser enriquecido com contribuições pessoais.

Texto para as questões 10 e 11.

"A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon, nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. Estou ficando cobra em calçadão, embora deva confessar que o meu momento calçadônido mais alegre é quando, já no caminho de volta, vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. Sou, digamos, um caminhante resignado. Depois dos 50, a gente fica igual a carro usado, é a suspensão, é a embreagem, é o radiador, é o contraplano do rolabrequim, é o contrafarto do mesocárdio epidítico, a falta da serotorpina folimolecular, é o que mecânicos e médicos disseram. Aí, para conseguir ir segurando a barra, vou acatando os conselhos. Andar é bom para mim, digo sem muita convicção a meus entediados botões, é bom para todos."

(João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 6/8/95)



10. No período que se inicia em "Depois dos 50...", o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado:

a) um tom de melancolia, pela aproximação entre um carro usado e um homem doente;
b) um efeito de ironia, pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica;
c) uma certa confusão no espírito do leitor, devido à apresentação de termos novos e desconhecidos;
d) a invenção de uma metalinguagem, pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras;
e) a criação de uma metáfora existencial, pela oposição entre o ser humano e objetos.

11. Na frase "Aí, para conseguir ir segurando a barra, vou acatando os conselhos...". Aí será corretamente substituído, de acordo com seu sentido no texto, por:

a) Nesse lugar
b) Nesse instante
c) Contudo
d) Em conseqüência
e) Ao contrário

12. A prosopopéia, figura que se observa no verso "Sinto o canto da noite na boca do vento", ocorre em:

a) "A vida é uma ópera e uma grande ópera."
b) "Ao cabo tão bem chamado, por Camões, de ‘Tormentório’, os portugueses apelidaram-no de ‘Boa Esperança’."
c) "Uma talhada de melancia, com seus alegres caroços."
d) "Oh! eu quero viver, beber perfumes, Na flor silvestre, que embalsama os ares."
e) "A felicidade é como a pluma..."

13.

Folha: De todos os ditados envolvendo o seu nome, qual o que mais lhe agrada?
Satã: O diabo ri por último.
Folha: Riu por último.
Satã: Se é por último, o verbo não pode vir no passado.

(O Inimigo Cósmico, Folha de S. Paulo, 3/9/95)

Rejeitando a correção ao ditado, Satã mostra ter usado o presente do indicativo com o mesmo valor que tem em:

a) Romário recebe a bola e chuta. Gooool!
b) D. Pedro, indignado, ergue a espada e dá o brado de independência.
c) Todo dia ela fez tudo sempre igual.
d) O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos.
e) Uma manhã destas, Jacinto, apareço no 202 para almoçar contigo.

14. Reflita sobre o diálogo abaixo:

X – Seu juízo melhorou?
Y – Bom... é o que diz nosso psiquiatra.
Em Y:

(1) Bom não se classifica como adjetivo.
(2) é diz estão conjugados no mesmo tempo.
(3) é pronome demonstrativo.
(4) psiquiatra é o núcleo do sujeito.
Somando-se os números à esquerda das declarações corretas com referência a Y, o resultado é:

a) 6
b) 7
c) 8
d) 9
e) 10

15. "(...) a gíria desceu o morro e já ganhou rótulo de linguagem urbana. A gíria é hoje o segundo idioma do brasileiro. Todas as classes sociais a utilizam."

(Rodrigues, Kanne. Língua Solta. O Povo. Fortaleza, 30/12/93. Caderno B, p. 6)

Assinale a letra em que não se emprega o fenômeno lingüístico tratado no texto.

a) A linguagem tida como padrão, galera, é a das classes sociais de maior prestígio econômico e cultural b) Gíria não é linguagem só de marginal, como pensam alguns indivíduos desinformados.
c) Apesar de efêmera e descartável, a gíria é um barato que enriquece o idioma.
d) "A gíria enriquece tanto a linguagem como o poder de interação entre as comunidades. Sacou?!"
e) O economista começou a falar em indexação, quando rolava um papo super cabeça sobre babados mil.

As questões 16 e 17 deverão ser respondidas a partir do texto que segue. Os números entre parênteses, nas alternativas, remetem as linhas do texto.

"Sou, em princípio, contra a pena de morte, mas admito algumas exceções. Por exemplo: pessoas que contam anedotas como se fossem experiências reais vividas por elas e só no fim você descobre que é anedota. Estas deviam ser fuziladas.
Todos os outros crimes puníveis com a pena capital, na minha opinião, têm a ver, de alguma maneira, com telefone.
Cadeira elétrica para as telefonistas que perguntam: "Da onde?"
Forca para pessoas que estendem o polegar e o dedinho ao lado da cabeça quando querem imitar um telefone.
(Curiosamente, uma mímica desenvolvida há pouco. Ninguém, misericordiosamente, tinha pensado nela antes, embora o telefone, o polegar e o mindinho existam há anos).
Garrote vil para os donos de telefone celular em geral e garrote seguido de desmembramento para os donos de telefone celular que gostam de falar no meio de multidões e fazem questão de que todos saibam que se atrasou para a reunião porque o furúnculo infeccionou.
(Claro, a condenação só viria depois de um julgamento, mas com o Aristides Junqueira na defesa.)"

(L. F. Veríssimo, "Morte", Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 22/12/1994. Caderno Opinião, p. 11)

16. Atente para o conteúdo de (a) (b) e (c)

(a) Nem toda telefonista merece cadeira elétrica.
(b) Aristides Junqueira na acusação: réu descriminado.
(c) Deve-se aplicar exatamente a mesma penalidade aos donos de telefone.

Considerando o texto:

a) apenas uma letra é correta;
b) só uma letra é incorreta;
c) todas as letras são corretas;
d) a maioria das letras é incorreta;
e) nenhuma letra é correta.

17. Indique a alternativa correta:

a) em princípio (l. 1) tem sentido equivalente a por princípio;
b) como se (l. 3) estabelece, ao mesmo tempo, uma relação de aparência e dúvida;
c) deviam (l. 4) corresponde ao futuro do pretérito;
d) Em Todos os (l. 6), o artigo poderia ser dispensado;
e) têm a ver (l. 7) constitui um todo indissociável cuja idéia central é expressa pelo verbo auxiliar.

18. Assinale a alternativa que contém a correta classificação morfológica da palavra que, de acordo com a ordem em que aparece no seguinte período: "O certo é que não levantou os olhos para mim porque queria que abençoasse aquele recanto de terra, que lhe dera algumas ilusões.":

a) pronome relativo – pronome relativo – conjunção subordinativa integrante;
b) conjunção subordinativa integrante – conjunção subordinativa adverbial causal – pronome relativo;
c) conjunção subordinativa integrante – conjunção subordinativa integrante – conjunção subordinativa integrante;
d) pronome relativo – conjunção subordinativa integrante – pronome relativo;
e) conjunção subordinativa integrante – conjunção subordinativa integrante – pronome relativo.

19. "__________ chegando os compradores que _________ os imóveis – disse o corretor, quando _____________ na conversa."

a) Vêem - valorizam - interveio;
b) Vêm - valorizem - interviu;
c) Vêem - valorizem - interveio;
d) Vêm - valorizam - interveio;
e) Vem - valorizam - interveio.

20. Disseram para _______ falar ________ ontem, mas não ________ encontrei em parte alguma.

a) mim - consigo - o;
b) eu - com ele - lhe;
c) mim - consigo - lhe;
d) mim - contigo - te;
e) eu - com ele - o.

GABARITO

01. C                                                                          11. C
02. B                                                                          12. C
03. B                                                                          13. E
04. A                                                                          14. E
05. E                                                                          15. B
06. C                                                                          16. B
07. D                                                                          17. A
08. C                                                                          18. E
09. E                                                                          19. D
10. B                                                                          20. E


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